Não sou nada, eu bem sei, um pequeno grão de areia em tuas mãos, barco a vela que se abandona e segue o rumo
Aos poucos um pouco_____Não é sobre mim, é sobre tudo que eu acho bonito, que possa valer a pena ser admirado
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Quero dizer antes que eu me cansei. De mim mesmo. De você mesmo. Desse encontro que parecia tão Romeu e Julieta, mas que se mostra um pastelão sem fins lucrativos e sem público. Eu cansei dos textos, das canções, cansei de procurar significados no eco de um cenário vazio e sem cor. Cansei de metáforas. Cansei de segundas, terceiras e quartas intenções. Não quero mais um olhar que me sugere mil possibilidades e não especifica nenhuma delas. Dispenso até o abraço quente, embora eu saiba que vou sentir falta e vou me contrariar, correndo para te abraçar. Quero dizer que eu gostaria de ter encontrado você em outras circunstâncias. E que também não ouso dizer que circunstâncias seriam essas. Seria como alimentar um leão magro. E precisaria de mais coragem. Precisaria é de álcool, de repente nem tanta coragem. Mas hoje é domingo e não bebi nada. Não sei se essa é uma maneira clara de te dizer o que sinto. Acredito que não porque ainda não sei o que te dizer, não encontrei ainda o jeito de organizar a bagunça dos armários. Ele é mais confuso do que tudo o que já arrisquei porque entra em contato direto com o subjetivo. Tudo o que não foi dito, apenas sugerido. Os olhares silenciosos acompanhados de um pensamento que não virou verbo e som. Tudo o que é de fato importante: o silêncio. Que aqui ganha significados não muito agradáveis ou definitivos. Ou descartáveis, vai saber?
Hoje, eu sonhei com você.
Eu só te liguei porque eu precisava ouvir aquelas coisas que eram tão normais, que a gente já não falava mais.
Eu queria tanto te ouvir dizer agora... Então diga, que não vai sair da minha vida.
Diga que não passa de mentira quando dizem que o amor morreu.
Então diga que o tempo fecha todas as feridas.
Diga que não passa de mentiras, e nem por um segundo me esqueceu.
Hoje, acordei sem você e eu só percebi quando eu senti falta de mim.
Pois existem coisas que eu queria mais e tantas coisas pra deixar para trás.
Eu queria tanto te ouvir dizer agora...
Vermelho-sangue vivo
Vê isso em suas mãos? Isso que você observa com curiosidade. Isso que você olha com desprezo. Coisa estranha. Isso que pulsa, contrai e relaxa. Vermelho-sangue, perdendo a cor. Isso que bate desacelerado, mas se acelera em tentativa de viver. Que está rachado em mil pedaços. Isso que um dia já foi coisa inteira, era vermelho-sangue vivo, pulsava forte e tinha um ritmo constante.. Isso que não era estranho à você. Isso que você olhava como fosse a coisa mais preciosa do mundo. Isso já me pertenceu. Não me pertence mais. Agora é seu. Saiba que ele não anda muito bem faz um tempo, bate fraco, quase morre. Cuide bem, pra mim ainda é importante. Está aí, entregue em mãos. Meu coração.
QUE EU TRAGO PRESO NA GARGANTA
E DESSA DOR SÓ POR SABER
QUE TE EXPLICAR NÃO ADIANTA,
ENTENDERIA...
SE VOCÊ SOUBESSE DESSE TREM
QUE CORRE SOLTO NO MEU PEITO
E DESSA VONTADE QUE ME FAZ ARDER
EM SUA ESPERA NO MEU LEITO...
PERCEBERIA
POIS A CIDADE MAIS BONITA
É A QUE ENCONTRO NOS TEUS BRAÇOS
NAS VERTIGENS DOS TEUS BEIJOS
E NO CALOR DO TEU ABRAÇO
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