Aos poucos um pouco_____Não é sobre mim, é sobre tudo que eu acho bonito, que possa valer a pena ser admirado

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011


— Eu tenho… sei lá, medo. 

— Medo? Medo de quê? 

— De tantas coisas. Medo de quebrar a cara. Medo de não ser boa o suficiente. Medo de me deixar levar. Medo de que acabe. Medo de que comece. Medo de que você me fale todas aquelas coisas bonitas, mas que elas, no final, mostrem-se palavras vazias. Medo de partir aquilo que deu tanto trabalho de reconstruir. Medo, medo, medo — ela suspirou. — E, ainda assim, meu maior medo é o de perder você. Acho que estou, então, num beco sem saída. E que se, por medo, eu te mandar embora, você não vai sair de onde importa mesmo. 
— Dos seus pensamentos? 
— Do meu coração. 
— Então não me manda embora. 
— Já disse: tenho medo. 
— Mas eu não tenho. 
— Então fica. 
— Fico. 
— Mas fica mesmo, tá? 
— Fico. 
— Não sai nunca, tá? 
— Tá. 
— E se você partir meu coração? 
— E se você parar de pensar em “e se”? 
— Mas, e s… 
— Eu te amo. 
(silêncio) 
— De verdade? 
— De verdade. 
— Sem medos? 
— Sem medos.

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